Causas nobres

Já há muito tempo que não escrevo nada neste espaço e isso deve-se ao facto de ter começado a participar noutros espaços de opinião, O Insónias, a BIRD Magazine e muito em breve na Rua da Constituição na coluna Ágora Lusitana. No entanto, os meus seguidores e leitores não ficaram esquecidos e hoje aqui estou para vos apresentar uma causa e vos aliciar a participar para que todos juntos possamos fazer a diferença. Continuar a ler

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Email enviado a Pedro Passos Coelho no âmbito da sua recandidatura a líder do PPD/PSD

Estimado Dr. Pedro Passos Coelho,

Gostava de começar esta missiva por lhe agradecer a sua dedicação, trabalho e empenho à frente dos destinos da Nação durante a anterior Legislatura bem como a sua postura de Estadista na resolução da crise pós-eleitoral e posteriormente no desempenho do mandato de Deputado que agora ocupa.
Por não me ter sido possível estar presente na sua visita à Distrital do Porto, aproveito para lhe deixar aqui as minhas sugestões uma vez que para tal me dá essa oportunidade. Também em 2011 usei a plataforma que o PPD/PSD, sim porque apesar da actual nomenclatura por que é conhecido, para mim, o Partido será sempre assim designado pois é com esse espírito e essa postura que me identifico, para dar o meu contributo sobre a implementação do Memorando de Entendimento e muito me agradou ver que, obviamente não por terem sido escritas por mim mas porque era o que deveria ter sido feito, muito do que lá partilhei foi implementado.
Assim e como militante atenta e participativa que me considero e como cidadã preocupada com a rápida aproximação de Portugal a uma 4a bancarrota, aqui lhe deixo as minhas considerações sobre o que penso ser melhor para o futuro do País e do Partido.
A nível partidário:
Defendo a ideia de que deve ser feita uma limpeza sem precedentes pois apesar de sermos um Partido plural e onde podemos expressar livremente a nossa opinião, não raras vezes vemos intervenções de elementos que não só não têm moral, como não têm mérito nem percurso, que não o politico, pese embora a sua influência seja ela interna, televisiva ou outra que justifique a sua permanência enquanto militantes pois quer na sua vida prática quer dentro do Partido, não respeitam nem desenvolvem os ideários da social-democracia.
Ao fazê-lo e tal como tentou fazer a nível nacional, o Senhor ganhará pontos quer no campo interno quer no campo nacional pois demonstra mais uma vez uma postura recta e idónea mostrando que não cede a lobbies nem a grupos de pressão.
Também internamente,o PPD/PSD possui uma máquina muito pesada não havendo rotatividade plena e absoluta nos cargos, há sim rotação de cadeiras o que não beneficia a pluralidade e o debate de ideias. Não raras vezes vemos o mesmo grupo de indivíduos à frente das Concelhias ou das Distritais anos a fio sem que isso se reflicta no aumento de militantes, na qualidade do debate politico ou na expansão e esclarecimento das ideias sociais-democratas. O que em última instância demonstra que esses grupos lá estão por uma infinidade de razões que não porem-se ao serviço da Causa Pública que deve ser o único motor de qualquer militante independentemente da sua origem.
Uma máquina pesada como a que apresentamos leva à proliferação destas situações, ao compadrio, à inércia e à inépcia e isso não é desejável pois o resultado será que o Partido se fechará sobre si próprio afugentando as pessoas mais interventivas e de mente mais aberta deixando os “dinossauros” a controlar as operações. Renovação é por isso palavra de ordem, no meu entender.
Ainda dentro da mesma esfera, a comunicação. O PPD/PSD quer enquanto Partido quer enquanto Governo padece de várias e graves falhas a este nível. Numa reunião de militantes um dia ouvi uma expressão que acho que se adequa e que vou ter a liberdade de partilhar consigo. Dizia o seguinte: ” a canalha não deve nadar na piscina dos grandes, para isso é que há piscinas com menos profundidade para eles”. O que isto significa é que há muita miudagem com cargos de bastante relevo dentro do Partido e por mais que possam ter vontade e ideias, certamente não têm o conhecimento, o mérito, o percurso profissional, a maturidade para lidar com situações que podem ser revestidas de alguma gravidade porque de seriedade são-no de certo e a forma como respondem às situações leva a que a comunicação social as consiga empolar e consiga causar danos quando tudo o que é preciso é calma e tranquilidade para levar o País “a bom porto”. Torna-se portanto urgente e profundamente necessário que seja definida uma boa estratégia de marketing e comunicação para se acabar com alguns mitos que insistem em subsistir e para que os nossos concidadãos possam ter uma ideia clara e transparente sobre o funcionamento do Partido e deste quando assume Governos.
Esta situação foi muito visível no último Congresso em Lisboa ao ponto de eu me sentir compelida a escrever ao nosso Secretário-Geral Matos Rosa por duas vezes. Por alguma razão que desconheço, nunca obtive resposta. Continuo à espera que um dia ela surja pois como militante, ex-dirigente Jota e participante activa considero que era de bom-tom que o meu Secretário-Geral ao menos reconhecesse o envio do email.
Em suma, na minha opinião, o Partido funcionaria melhor se se expurgasse, se voltasse às suas raízes sociais-democratas, se reduzisse as estruturas e o número de pessoas que delas fazem parte e se em vez de tantos Conselhos de Jurisdição criasse um Conselho de Ética que respeitasse os Estatutos pois é dessa natureza a maior parte das falhas. Ilegalidades de forma são muito poucas comparadas com as éticas.
A nível nacional:
Poucas foram as criticas que apontei à sua governação mas há uma que infelizmente não posso deixar de fazer e ela prende-se com a Reforma do Estado e da Constituição da República Portuguesa.  Aliás, afirmo mesmo que a primeira não é possível sem a segunda pois esta está armadilhada de forma a que não se possa mexer nos seus pontos mais sensíveis e que permitem toda esta usura que sistematicamente nos atira para as malhas da falência.
Assim, gostaria de ver estes dois temas recuperados e gostava que lutasse por eles pois são, na minha opinião, o garante da sanidade das contas públicas e a única forma de acabar com todo o compadrio e as más decisões politicas.
Não me estendo muito nesta matéria pois o Senhor conhece-la-à certamente melhor que eu.
Sendo quase certa uma 4a bancarrota e acreditando eu que o próximo Memorando será mais duro quer no conteúdo quer na implementação do que o que agora finalizou, acredito também que seja o Senhor e a sua equipa a negocia-lo pois tem já a experiência do de 2011. Assim peço-lhe que ele sirva de chapéu-de-chuva para as tão necessárias reformas, as que ficaram por fazer e que já mencionei e as que terão que ser feitas de novo dada a postura do actual governo da Nação.
Ainda neste capitulo e quase a titulo de nota pessoal, pedia-lhe que estudasse a reintrodução do Serviço Militar Obrigatório (SMO) e a reversão do Acordo Ortográfico (AO) e junto ambas, quando aparentemente nada têm a ver, porque a meu ver se tratam de alicerces-base de uma sociedade evoluída. Não será difícil perceber que com o mercado de trabalho cada vez mais congestionado, o SMO acaba por dar aos nossos jovens uma alternativa credível a nível profissional bem como um conjunto de valores e princípios que só naquele ambiente se adquirem e que são posteriormente plasmados na sociedade. E basta um olhar ténue sobre a sociedade portuguesa para perceber as diferenças entre as gerações que a ele tiveram e as que não tiveram acesso.
Da mesma maneira mas numa linha diferente, o AO desorganiza a sociedade. Uma sociedade culta e evoluída comunica de forma a que todos se possam entender e as regras fonéticas e semânticas têm que existir e ser respeitadas. O facilitismo não ajuda ninguém a evoluir seja em que área seja. Assim e visto que a maioria dos Países não o pretende ratificar e nós portugueses somos os mais, se não os únicos prejudicados com a sua implementação, a sua reversão imediata seria prejudicial apenas para as indústrias livreiras. O povo português deve ser livre para falar, escrever, interpretar e comunicar na sua língua-pátria. Permita-me que lhe deixe uma sugestão: tomemos em consideração o caso Inglês. Na Inglaterra fala-se o british english como sabemos mas isso não invalida os inúmeros dialectos praticados nos países anglófonos ou o american engish. Por exemplo: quando estamos a aprender inglês, se tivermos um bom professor ele faz-nos um paralelismo do género ” truck= camião; aka lorry= usa” e todos compreendemos a lógica, todos se sentem respeitados, todos interagem mas um não deixa de existir devido aos outros e se formos a comparar mercados de falantes, a Inglaterra está para Portugal como o Brasil está para os Estados Unidos e nenhum deles deixa de se entender ou fazer entender.
Assim, levando em consideração o Supremo Interesse Nacional, estas duas questões deveriam ser revisitadas com seriedade pois abalam as estruturas da sociedade portuguesa.
Muito mais haveria a dizer mas o seu tempo é curto e o texto já vai longo. No entanto, se um dia tiver disponibilidade para aprofundar algum destes temas ou vários, estarei ao seu dispor.
Termino dizendo que considero que houveram três Estadistas no meu entender no PPD/PSD, Francisco Sá Carneiro, Pedro Santana Lopes e Pedro Passos Coelho. Peço-lhe por isso que seja um exemplo para que um dia mais nomes se possam juntar a esta notável lista.
Aceite os meus mais sinceros cumprimentos com votos de que seja assim que possível, o próximo Primeiro-Ministro de Portugal.
Atenciosamente,
Luisa Maria Teixeira Vaz
(militante número 69338)

Presidenciais 2016

Depois de toda a tragédia que tem sido a vida politica portuguesa desde Outubro último, que não me tenho dirigido a nenhum assunto em particular apenas comentando uma ou outra situação de forma menos analítica.

No entanto, agora que estamos a entrar no período de reflexão que antecede qualquer acto eleitoral, neste caso as Presidenciais, considero que me devo dirigir a esta matéria.

Já tenho afirmado e explicado o porquê da minha escolha neste acto. Essa escolha recai sobre o único candidato que sinto que me representa dada a minha visão plural e estratégica para o País.

Não concordei com a imposição do Prof. Marcelo ao Partido e à Nação, não me revejo no seu discurso, nas suas posturas, na sua linha presidencial e muito menos no apoio que ele dá declaradamente ao Executivo em funções. Ao renegar o apoio oficial da Coligação e ao querer apresentar-se como um (in)dependente, o Prof assume que não precisa dos militantes para nada. Ora se o Partido não foi a eleições internas para a escolha do candidato e se este renega o Partido, isso liberta os militantes para votarem no candidato em que se revejam.

Por muito que o argumento do seguidismo ainda vá vencendo em algumas mentes, eu, militante ou não, voto sempre em consciência. Assim aconteceu nas últimas autárquicas, assim acontecerá agora. Querem o meu voto, apresentem-me candidatos em quem eu reveja capacidade de trabalho e que eu respeite. O argumento de que “temos que votar Marcelo porque senão ganha o Nóvoa” também não me convence. Nóvoa está em segundo, é certo mas sem hipótese nenhuma de ganhar – isto se o PS não utilizar a mesma técnica que utilizou na AR e somar os votos de todos os perdedores. Aí sim, Nóvoa pode ganhar. De outra forma, votar no Prof é só uma questão ideológica, como é um candidato de Direita, todos os que subscrevem esta ala devem votar nele.

E que tem ele a apresentar?

Então o senhor tem uma longa carreira académica e nenhuma experiência no mercado de trabalho; forma mentes dentro dos parâmetros de uma CRP caduca e desactualizada que a maioria do seu eleitorado afirma que necessita de ser revista e modificada. Mas o Prof defende-a aumentado os desequilíbrios entre o Público e o Privado, mantendo as elites, às quais o próprio pertence e portanto estando disposto a perpetuar as desigualdades e o actual status quo.

A somar a tudo isto e como se não fosse já suficiente, o Prof ainda apoia o actual Executivo, reafirma a sua amizade pelo “seu aluno” António Costa e assume tudo fazer para o manter durante o período de uma Legislatura. Aqui coloca-se uma importante questão: está o Prof a defender a estabilidade e o Supremo Interesse Nacional apostando num Executivo ilegítimo que em breve conduzirá o País a uma nova bancarrota ou estará a olhar pelos seus próprios interesses e dos amigos como Ricardo Salgado?

Isto aliado ao facto de não ter uma única ideia na esfera económica, não dizer como vai abordar os vários desafios e não se posicionar claramente, fazem dele, para mim, um candidato “fora da corrida” desde o primeiro momento.

Por outro lado, há um candidato no qual ” aposto todas as minhas fichas”. De seu nome Henrique Neto, é um senhor com uma vasta experiência de trabalho e empresarial. É militante socialista, e todos sabem que não os suporto mas teve durante o seu curto percurso – se contarmos só o período pós 25/Abril, uma postura interventiva e de incentivo à melhoria. Tem várias obras escritas sobre a Economia e a Estratégia que Portugal deve seguir e não tem qualquer pejo em criticar abertamente “os seus” como fez com Sócrates mas fazendo-o de uma forma inteligente e sempre apresentando soluções para os problemas internos do Partido ou externos do País.

A juntar a tudo isto, Henrique Neto não apoia esta solução governativa e tem ideias claras sobre todas as matérias com que foi confrontado nos vários debates desmontando a demagogia dos seus opositores.

Podem dizer que Henrique Neto é velho, eu considero que ele é sabedor e experiente. Podem achar que que ele não vai aguentar 10 anos, porque é apanágio dos portugueses reelegerem o Presidente da República independentemente da qualidade do seu primeiro mandato.

E se formos a ver, o primeiro mandato é o mais importante e aquilo que se vê quando as pessoas apostam cegamente em Marcelo, é que não têm visão politica e estratégica nenhuma. Senão vejamos:

Se Henrique Neto ganhar, as hipóteses de dissolução da AR crescem. Com elas cresce a possibilidade de Directas no PS e de eleição de um novo líder que se prevê mais moderado. Ora assim sendo, Henrique Neto se for eleito, e sendo favorável a uma revisão da CRP, pode fazer a ponte entre os dois Partidos conseguindo consensos históricos e provocando uma verdadeira mudança institucional.

Se todos aqueles que dizem votar Marcelo apesar de não concordarem e não gostarem dos posicionamentos que tem tido, se unissem e votassem Henrique Neto as hipóteses deste candidato subiriam em flecha mas não, a partidarite e o seguidismo não o permitem e poderemos levar com o Prof Marcelo durante 10 anos e na pratica, com 8 anos de socialismo.

Neste cenário, temos já prevista uma nova bancarrota para o primeiro semestre deste ano o que equivale a uma repetição do cenário de 1979/1983. Já dizia o Engenheiro da terceira bancarrota ” é só fazer as contas”.

O que sei é que temos finalmente um candidato que se apresenta com obra feita, que criou riqueza e postos de trabalho, que não é seguidista nem do sistema. Deveria portanto ser premiado com mérito mas como tal não vai acontecer, o que se pode concluir é que “o português fala da boca para fora” e “critica pelo simples prazer de criticar” e fazendo uma opção “dentro da caixa” perde toda a credibilidade para se queixar ou exigir seja o que for.

Eu não!

Vêmo-nos no próximo artigo! 😉

 

 

 

 

Como legalizar o ilegal?

Portugal encontra-se num momento politico muito delicado e todas as pessoas sem excepção, independentemente do seu grau de cultura politica deveriam estar extremamente preocupadas com o que daqui pode resultar.

Muito se tem dito e escrito, muitos cenários têm sido montados, muitos sonhos têm nascido e morrido nestes longos 15 dias em que o País tem estado em “banho-maria” porque temos um Presidente da República que continua a insistir em acreditar em milagres.

Mas vamos por partes porque a situação, por ser nova, chega a ser de difícil compreensão até para quem percebe alguma coisa do assunto e esta dificuldade advém em primeira instância da CRP e do próprio Prof. Cavaco, senão vejamos: como em tudo, a CRP está armadilhada até aos dentes e se por um lado morre de medo da extrema-direita, por outro dá toda a latitude à extrema-esquerda esquecendo-se que na base aquilo que as separa é a relação que têm com a Religião visto a extrema-esquerda ser por natureza ateísta. Assim sendo e apesar de termos um claro vencedor nas últimas eleições legislativas, o Presidente da República não lhe pode dar posse porque insiste num Governo estável e portanto maioritário. Já foram anteriormente empossados Governos minoritários mas como eram saídos do Partido Socialista e a dita “Direita” estava na Oposição, nunca houve como agora uma chamada “maioria parlamentar de esquerda” e é aqui que a CRP nos trama porque distingue a “maioria de votos” da “maioria parlamentar” ou seja, o Partido que ganha as eleições pode não ter a maioria de assentos no Hemiciclo e portanto pode não lhe ser dada posse. Resumindo: Mesmo que haja um vencedor claro nas urnas, pode haver outro na Secretaria e é perante este cenário que nos encontramos neste momento.

Esta é a culpa que se atribui à CRP nesta matéria mas e então qual é a culpa do Prof Cavaco? O Prof. Cavaco tem culpa em quatro momentos distintos deste acto eleitoral, a saber:

  • Antes de ele ocorrer ao afirmar que só daria posse a um Governo maioritário (se calhar filado, aliás como a maioria de nós que a Coligação obteria a Maioria Absoluta nas urnas) pois queria que se alcançasse um Compromisso de Estabilidade entre os Partidos do “Arco da Governação deixando explicitamente de parte os Partidos que não respeitem os Tratados Internacionais, a permanência na Europa e na Moeda Única (o que exclui liminarmente o PCP e o BE);
  • Volta a errar quando apenas recebe Pedro Passos Coelho e Paulo Portas não convidando os outros lideres com assento parlamentar a formar Governo (por mais uma vez teimar com esta conversa do “Compromisso de Estabilidade)
  • Erra uma terceira vez ao alargar o prazo de 8 dias previsto na CRP para dar posse ao Partido que sai vencedor das eleições insistindo nas negociações;
  • Erra novamente ao marcar tão tardiamente as eleições remetendo para Maio/Junho de 2016 um novo acto eleitoral pois há eleições Presidenciais no inicio de 2016 e não pode (mais uma vez cortesia da CRP) haver dissolução da AR nos seis meses anteriores e posteriores a esse acto eleitoral.

Está mais que visto que o propósito do Prof. Cavaco era dar legitimidade maioritária à Coligação Portugal à Frente amarrando o Partido Socialista a um compromisso para 4 anos tendo-se esquecido da ânsia de Poder de António Costa que apesar de ter perdido nas urnas acha que tem condições para impôr a sua indigitação como Primeiro-Ministro. Uma dúvida subsiste na minha mente: se eu consegui antecipar esta jogada de Costa, como é que o Prof e os seus assistentes não conseguiram?

O PCP (ou somente Jerónimo de Sousa) está disposto a deitar por terra tudo o que tem defendido nos últimos 41 anos ( Álvaro Cunhal deve dar voltas no túmulo, coitado..) Catarina Martins anda desesperada não para apresentar opções mas para “derrubar a Direita). Faço aqui um à parte, eu pensei que o Partido da k-7 era o PCP mas a única coisa que ouço esta senhora dizer é que “luta pelos salários, pensões e emprego” como se tudo o resto não existisse e como se isso fossem os ingredientes mágicos para a resolução de todos os problemas.

Mas o mais curioso, porque antes de começar a escrever fui tentar perceber o que une a esquerda para além do ódio à Direita, é que fui ler as definições de Socialismo, Comunismo e Troskismo-Leninismo. Como esta última não aparece, fui à página do Bloco de Esquerda (o que fez o meu computador empancar..folgo saber que está bem ensinado) onde constatei que o Programa não existe pelo que não se consegue perceber muito bem o que defende, nem muito bem nem muito mal visto que há várias informações contestatárias mas não há um Programa Ideológico. Será a sua ausência que permite um acordo tripartido da Esquerda? Será a omissão uma forma de estar ou uma forma de se poderem virar consoante o interesse do momento?

Como podem dois Partidos claramente anti-europeístas, anti-Instituições Internacionais e anti-euro firmar um Acordo de Intenções visto que nada está assinado, algo que ainda ninguém viu, algo que ainda nem sequer está acabado com outro claramente europeísta, pró-euro e pró- Instituições Internacionais e que inclusivamente, pela mão de Mário Soares, foi quem assinou a nossa entrada na então CEE?

Dizem que houveram cedências. Em que matérias? Em que moldes? Como é que se pode ceder à Esquerda e à Extrema-Esquerda e não se consegue ceder à Direita e ao Centro-Direita dos quais deveriam ser em termos programáticos e ideológicos bastante mais próximos?

Não será o motor de tudo isto apenas uma Cruzada para chegar ao Poder? Mas será que vale tudo “até arrancar olhos”? Hoje o dia foi profícuo em comentários e noticias e o somatório de tudo isso são estes números que se referem à composição da AR e possíveis compromissos (estes números foram avançados por um jornalista da SICN no Jornal da Noite de hoje):

PS+ BE = PSD+CDS (PCP abstêm-se)

Se o PAN alinha com PàF, 2 deputados comunistas têm que votar com PS+BE. Quais? Como são escolhidos?

Ou seja, com quem papel fica o PCP nesta tríade? Se o seu papel é de mero abstencionista, porque não pode o PS fazer o mesmo em relação à PàF? Pois..porque se assim fosse o senhor Costa não tinha como tentar chegar a 1º Ministro pela porta do cavalo..ora pois…Viva o Interesse Nacional!

Dei-me ao trabalho de ir ler os conteúdos programáticos dos três Partidos envolvidos nesta tentativa de Golpe de Estado e vou-vos deixar aqui essa informação para consulta, aliás, vou deixar os dos 5 Partidos com assento parlamentar para que comparem. Gostava de depois saber que pontos encontraram em comum da mesma forma que gostava de saber o que defende afinal o BE para além das tretas do costume em que mais ninguém pega porque Partidos habituados à arena politica têm preocupações bem mais alargadas e contundentes.

E agora a parte mais interessante! Com que cenários se pode o País deparar nos próximos dias e com que consequências?

A) Depois de ouvidos os Partidos que faltam, o Prof. Cavaco dá posse a Pedro Passos Coelho, líder do Partido mais votado nas últimas legislativas;

Riscos:

A) Uma Moção de Rejeição (figura já antiga mas pelo visto nunca usada mas agora bastante falada e que pressupõe que mal haja apresentação do Programa de Governo a Oposição o faça cair).

Daqui podem decorrer dois cenários:

1.1) Toda a Esquerda se une e a Moção passa caindo o Governo;

1.2) O PS faz Oposição responsável, abstém-se e a Moção chumba. Partiríamos então para a elaboração do OE 2016 já com um atraso considerável e faltando com os compromissos assumidos internacionalmente.

1.1.1) No caso de o Governo cair, António Costa como líder do segundo Partido mais votado é convidado pelo Prof. Cavaco a formar Governo;

1.1.2) Consegue um Acordo escrito e assinado com os parceiros de esquerda, este é analisado e aceite pelo PR por cumprir com as metas do déficit, com os Acordos Internacionais e com as metas europeias e toma posse;

1.1.3) É desmascarado o bluff de Costa ou porque não há Acordo ou porque ele vai insistir em não o mostrar antes de ser indigitado e o PR não o indigita

B) No caso de o Governo passar e o OE não, ficamos com um Governo de Gestão liderado por Pedro Passos Coelho que funcionará no regime de duodécimo até que se possam marcar novas eleições em Junho (que provavelmente a PàF ganhará com Maioria Absoluta). Num Governo de Gestão, está assegurado o pagamento de salários e pensões mas os poderes da Legislatura são extremamente condicionados.

É portanto de fácil compreensão que o Golpe de Estado e a desvalorização de um acto eleitoral livre e democrático de pouco adiantará à Esquerda sedenta de Poder e que antes de o conseguir já não demonstra respeito nenhum pelos cidadãos. Que aconteceria se assumissem o Poder? Eu por mim teria que voltar ao papel de carta e pedir-vos as vossas moradas porque a Era Digital já era…

Três lições a tirar:

  1. O Presidente da República doravante deve ser um individuo mais novo e com uma capacidade de resposta às situações bastante mais rápida;
  2. As pessoas têm que perceber que o “voto útil” em oposição ao “voto responsável e informado” deve ser utilizado não para castigar (um boletim não é uma chibata) mas tendo como função a opção mais responsável para o País. Na última contagem éramos 10 milhões por isso por mais que na cabine de voto estejamos sozinhos, temos que pensar na sociedade TODA e não apenas nos nossos interesses individuais. Querem castigar alguém? Querem fazer a diferença? Querem tirar de lá quem está a mais? Leiam os conteúdos programáticos dos Partidos, escolham aquele que é mais revelador do tipo de sociedade que defendem e com que se identificam, filiem-se, paguem quotas, apareçam. A diferença faz-se de dentro para fora e não confortavelmente instalados no sofá lá de casa. Cidadania faz a diferença, Abstenção e “votos úteis” trazem-nos a estas situações;
  3. O PS vai implodir, o PCP vai finalmente deixar cair o “castelo de cartas” que o tem sustentado e o BE vai desaparecer do mapa tão depressa quanto chegou e a fraude vai ser desmascarada.

Nem tudo vai mal no Reino da Dinamarca se assim for. Vamos passar seis meses a dar Passos cautelosos até à Maioria Absoluta onde vamos poder continuar as Reformas de que este País tanto necessita. Já o poderíamos estar a fazer mas o povo português gosta de ser brincalhão e teima em brincar com coisas sérias.

Lembrem-se que o desfecho poderia ser bem pior por isso seja qual for a tua idade, a tua classe social, o teu enquadramento, lê, informa-te, não deixes que pensem por ti e quando lá fores por o X fá-lo com a consciência de que estás a fazer o melhor para o teu País mesmo que não seja o que achas ser melhor para ti no imediato. Aprende com a História e ajuda a que os erros não se repitam.

Links que sustentam esta temática:

http://www.significados.com.br/comunismo/

https://pt.wikipedia.org/wiki/Bloco_de_Esquerda_(Portugal)

http://www.significados.com.br/socialismo/

http://www.psd.pt/programa.php

http://web.cds.pt/static/index.php%3Foption=com_content&view=article&id=384:programas-e-manifestos&catid=80:historia&Itemid=180.html

Até breve,

Lu

Quanto vale o voto?

A questão do Voto é realmente pertinente mas vamos por partes. No passado Domingo tive oportunidade de estar novamente numa mesa de voto e desta vez pude assistir a uma realidade bem diferente da última em que estive presente.

Para além dos vários fenómenos como as pessoas não saberem dobrar um boletim, ou acharem que devem ser os elementos da mesa a depositarem o voto na urna, ou acharem que podem conferenciar com familiares ou amigos quando se encontram na cabine de voto ou mesmo que os elementos da mesa é que lhes devem providenciar a caneta para colocarem o tão precioso “X” sem qualquer secretismo ou privacidade, o que retenho deste acto eleitoral, é a atitude das pessoas. A confusão com que encaravam o boletim de voto contrastava com a determinação que impunham aos passos que davam desde a cabine até à urna para depositarem o voto. As pessoas sabiam o que faziam e sabiam o que queriam.

Esse “saber” esteve presente nos resultados apurados. Não vou aqui fazer uma análise exaustiva dos resultados, para mim, ficou bem claro que a única Coligação que se apresentou a votos foi a que saiu vencedora após escrutínio.

Bem antes das eleições, eu disse que se perdesse, António Costa assinaria o seu suicídio politico e estamos agora a assistir ao Canto do Cisne. Acho que ganhamos todos se e quando isso acontecer porque se há coisa que temos em excesso e de que não necessitamos é de políticos sem espinha-dorsa

Eu discordei de uma Coligação pré-eleitoral pois passada a tormenta que foram os últimos quatro anos, eu defendi que o PPD/PSD deveria enfrentar o seu eleitorado e o País e pedir a revalidação do voto de confiança para continuar no caminho que foi traçado em 2011. Após as eleições, para mim a Coligação até faria sentido pois o CDS/PP tem uma tendência humanista e social mais impregnada do que nós que somos mais tecnicistas e que temos que ser, por força das circunstâncias uma vez que somos sempre chamados a resolver os problemas graves e a sanar as contas públicas. Assim, o facto de haver um Partido com uma maior tendência social ajuda a amansar a força das politicas de austeridade que somos obrigados a implementar.

Era hora de o PPD/PSD saber qual a força do seu eleitorado e saber em que medida é que a população tinha entendido a mensagem dos últimos quatro anos mas acima de tudo, se tinha entendido o porquê de ter acontecido. Ao aparecer coligado e sendo o eleitorado centrista por norma católico, de cariz familiar e conservador, ao ver que o CDS/PP esteve limitado na sua actuação politica por força das circunstâncias que vivíamos e uma vez que é fiel, optou por não votar o que resultou numa maioria relativa.

Ao ver o Bloco de Esquerda a conseguir o que para si foi um resultado histórico, e para mim desastroso, e ao vê-lo cheio de pompa e circunstância agir como se tivesse ganho as eleições, oscilei entre o pânico e a comicidade pois só mais tarde se devem ter apercebido que foram o “penico” dos PS extremistas e descontentes com a postura errante que António Costa tem apresentado.

Chegamos à conclusão que todos os Partidos que se apresentaram a eleições as ganharam excepto aqueles que as ganharam legitimamente. António Costa faz o que deveria ser um discurso de derrota mascarado com um discurso de vitória dando a entender que só daria o seu apoio à Coligação caso esta seguisse o Programa de Governo do PS que aliás fez questão de apresentar. Isto na minha terra para além de roçar a Ditadura, é uma falta de respeito pelos Portugueses que em urnas expressaram livremente a sua vontade.

PCP e BE por sua vez apresentam também um discurso de vitória e clamam uma Aliança de Esquerda chamando o PS para a completar. Mas afinal, quem forma Governo não é quem ganha legitimamente as eleições? Já não bastou o Golpe de Estado de Jorge Sampaio a Pedro Santana Lopes?

A nossa Constituição é por norma pouco clara mas nesta até se percebe bem que o Partido que sai mais votado do acto eleitoral, é aquele que é chamado pelo Presidente da República para formar Governo. Pedro Passos Coelho e Paulo Portas já assinaram o Acordo de Governo na passada segunda-feira e só este circo mediático de António Costa está a impedir o normal desenrolar do processo democrático.

António Costa comporta-se como se tivesse sido ele o indigitado para Primeiro-Ministro reunindo com a esquerda em busca de consensos que lhe permitam formar Governo e os simpatizantes de esquerda andam todos contentes a cantar vitória.

Eu deixo apenas uma questão: Como é que sendo tanto o PCP como o BE, Partidos que se afastam da lógica europeia em que estamos enquadrados, podem chegar a consenso em matérias facturantes para aguentar solidamente um Governo a quatro anos? E não tendo eles concorrido coligados, como é que havendo um claro vencedor eles se podem propor a formar Governo? Ok, podem porque têm maioria de deputados, dir-me-ão mas eu contra-argumento: então o Governo de António Guterres não era minoritário? E o segundo de José Sócrates também e ambos só não chegaram ao fim por incompetência dos Primeiros-Ministros porque tanto o PPD/PSD como o CDS/PP se esforçaram para que tal não acontecesse pondo o Supremo Interesse Nacional acima de qualquer quezília politica.

Afinal, o que é mais importante? As agendas ocultas de cada Partido ou o País?

Eu tenho para mim que António Costa quer prolongar o circo até às Presidenciais porque não quer que o Congresso e consequentes directas ocorram antes. Ele quer sair com pelo menos uma vitória mas se a candidata é Maria de Belém, e mesmo que fosse outro, tal cenário não se coloca. Ao mesmo tempo, achando que está a ter uma postura mais dura, António Costa pretende voltar a conquistar o Partido quando no fundo só o está a fracturar mais.

Eu considero que o PS precisa de passar por esta purga da mesma forma que acho que em principio assistiremos ao regresso de António José Seguro que representa uma ala menos acéfala e menos radical do que a de António Costa e com o qual será possível – também dependendo do Presidente da República eleito – chegar a consensos importantes nomeadamente em matéria de Revisão Constitucional, algo aliás fundamental para que se possam continuar a fazer as reformas de que tanto e tão desesperadamente precisamos.

Eu não acredito nem por um momento que o Prof Cavaco vá dar posse a uma coligação não-eleita de esquerda e por mais que a CPN do PS tenha mandatado António Costa para ouvir todos os Partidos (o que me faz espécie visto que ele não ganhou as eleições) nunca será possível chegar a um entendimento quando ele se apresenta às reuniões com a Coligação sem qualquer proposta para apresentar tal como aliás fez em campanha. Somos portanto obrigados a aceitar o facto de que o PS se apresentou a eleições sem sequer um esboço de um Programa de Governo ao mesmo tempo que quer basear as negociações com a esquerda somente na concertação social. salários e pensões. Veremos o que lhe diz a Catarina e os seus experts na reunião da próxima semana e o que resulta da reunião que vai ter com o Presidente da República que muito provavelmente por já antecipar este cenário dantesco não participou das Cerimónias do 05 de Outubro para se dedicar a este dossier.

Só mais duas notas em jeito de finalização desta análise: uma palavra aos abstencionistas, o desinteresse não muda coisa nenhuma, só ajuda a que situações como esta ocorram e prejudicam-nos a todos. Não temos os melhores políticos do Mundo, é um facto mas temos que saber trabalhar o melhor possível com o que temos e por pior que a vossa vida esteja a correr neste momento, desejar que todos os outros também tenham uma vida sem condições nem é correcto, nem é justo nem é democrático e portanto mais uma vez aproveito para defender a obrigatoriedade do voto.

Por último, os números da abstenção nos quais eu não acredito. Por mais que me digam que houve extravio de votos, e eu até acredito porque os interesses instalados já estavam afastados há tempo demais e tudo valia para falsificar os resultados e prejudicar a vitória da Coligação, alguém acredita que há 9 milhões de votantes em Portugal e que só temos um milhão de jovens abaixo dos 18 anos? Como é que se de Norte a Sul do País todos dizem que houve mais afluência às urnas, os números da abstenção se mantêm nestes valores absurdos?

Senhores da CNE que todos nós pagamos, vamos lá trabalhar e sentar o rabinho na cadeiras e limpar de uma vez os cadernos eleitorais? Eu sei que é um trabalho chato mas vocês andam há 41 anos a receber e a não fazer nenhum por isso acho que chegou a altura de justificarem a vossa existência, eu agradeço.

Até ao próximo texto meus queridos seguidores 🙂

Refugiados ou perigo público?

Devo começar este post por dizer que tenho formação católica de base e que sou Humanista de ideologia e portanto trato com respeito todos os Seres Humanos merecedores dessa nobre classificação.

Não sei se todos sabem mas este conflito tem origens muito profundas e consequências com bastante mais extensão do que se possa perspectivar à primeira vista e deve por isso ser adereçado com bastante cautela. Senão vejamos:

O conflito já existe desde 1991 e porque os EUA se consideram o bastião da Democracia (e donos de todos os poços de petróleo) mas só porque há uma imagem de um miúdo gera-se esta onda de solidariedade

Mas em vez de salvarem os idosos, as crianças e as mulheres como em qualquer conflito, não. Salvam os homens jovens para nos virem islamizar.

Esta pode ser uma forma demasiado agressiva de pôr as coisas mas espero que ninguém me tente convencer que estes senhores têm boas intenções e que se querem integrar de forma pacifica nas sociedades ocidentais.

Eles são refugiados de vários países ou só da Síria?

São de toda aquela região mas maioritariamente nesta vaga vêm sírios. Se lá têm deixado o Saddam, o Bashar al-Assad e os outros que entretanto foram depostos na Primavera árabe, os territórios e as vagas de violência estavam controladas.

Porque é que a Síria é um País tão apetecível?

Porque na Síria há um problema grave que é a ligação ao mar que os russos querem e o facto de ser a maior faixa de terra que divide xiitas e sunitas mantendo assim a ordem naquela parte do Globo.

Mas como os americanos armaram o Estado Islâmico (EI), permitindo que ganhassem força e poder e agora só com Napalm é que os conseguimos travar. Este cenário também é cruel mas este monstro de vários tentáculos chamado Jihad não vai lá com poemas.

Mas os americanos ficam numa posição ingrata porque por um lado tinham que apoiar Bashar para derrubar o EI e por outro, armaram o EI para derrubar Bashar. A Rússia fica a vê-los matarem-se para ir buscar o espólio e a UE com a mania que é a Salvadora da Pátria e o bastião da moral vai acolhe-los e

Convém que saibamos que a Alemanha tem um déficit populacional superior a um milhão de habitantes, tem falta de mão-de-obra, uma população envelhecida e baixa taxa de natalidade e assim resolvia o seu problema no imediato e no futuro a médio prazo.

Esta situação em termos de política, diplomacia e economia internacional é tudo menos simples e por isso não pode ser tratada de forma leviana. Todos os países do eixo árabe têm assento nas organizações internacionais e deveria ser aí que estas situações deveriam ser tratadas.

Então o pais que vai governar a Síria?

Depois a  Síria vai ter o mesmo problema do Iraque e que felizmente o Kuwait não teve que é ficar com todas as estruturas sociais e políticas destruídas e com supervisão internacional até conseguirem restaurar a Ordem nos territórios.

A questão aqui é que o problema em si não reside só no governo sírio, porque o Bashar ainda não cedeu nem cede mas na força que o EI está a acumular em armas, dinheiro e guerrilheiros.

Os EUA é que têm que parar com a ingerência em territórios independentes e perceber que nem todos podem viver em Democracia. Há países no Mundo que têm que ser controlados e estes: Síria, Sudão, Egipto e todos esses,  só podem conviver connosco se assim for.

E a Rússia que está longe que tem a ver com isso?

Tem influência política e económica na maioria desses países.

E não só nas ex-republicas?

A dita Primavera começa há dois anos no Egipto com a queda do ditador e vai por ali fora mas quem vence não é a Democracia, é o Islão É destruído património de valor histórico incalculável, aumenta a violência e ninguém faz nada. Na Suécia, a taxa de violações aumentou exponencialmente e a  maioria dos violadores é árabe segundo dados oficiais.

Só que como são territórios muito ricos os EUA achavam que iam ganhar novos mercados e a Rússia mais influência mas nada disso aconteceu, foi precisamente o contrário.

A situação do nosso país não se vai complicar porque eles são espertos, isto é só uma forma de eles entrarem na Europa.Eles querem os países ricos e vêm poucos, cerca de 5 mil e nós temos tanta gente fora que eles cabem cá, o problema é o pressuposto que os trouxe para cá, isso é que é preocupante, os interesses económicos da Alemanha e a moral das instituições europeias. Bem faz a Hungria, tem todo o meu apoio na forma como tem gerido esta situação.

Se viessem mulheres e crianças como em qualquer vaga de refugiados, eu se calhar tinha outra postura só que esta é uma vaga de emigrantes com Estatuto de refugiados que é bem diferente na maioria vêm homens com filhos, poucas são as mulheres e as meninas. O problema maior é que se eles não trazem as mulheres, vão começar a fazer filhos cá que depois passam a ser europeus com os mesmos direitos que nós o que não seria preocupante se eles não fossem ensinados na Doutrina da anexação de territórios e isso está-lhes no sangue e nas tradições familiares.

Havendo este acréscimo populacional de árabes no território europeu e por consequência a propagação da religião islâmica, podemos estar perante o verdadeiro perigo porque nós temos poucas crianças e não se perspectiva que isso mude em breve e se eles forem a maioria é que a coisa pode complicar porque não somos suficientes para lhes fazer frente.

O que me preocupa para já é não haver um plano de identificação, controlo e acompanhamento e o facto de se estar a criar uma islamofobia que pode ser complicada de gerir.

E há uma pergunta que continua sem resposta: se eles são todos irmãos e se não há lá países sobrepopulados, porque é que os outros países árabes não os recebem?

Há naquela zona muitos territórios que não estão em guerra e que têm capacidade financeira para os acolher

O Estatuto de apoio aos refugiados obriga a que os recebamos e numa primeira fase acredito que sim, que venham mas não acredito que permaneçam em Portugal, pelo menos nos próximos anos, não terá problemas até porque vai receber um número bastante baixo de refugiados e vai receber bastante dinheiro para os acolher e para lhes criar condições para permanecer.

Por obediência ao Estatuto dos Refugiados, todos os países têm que os acolher mas deverão haver alguns como o Reino Unido que tentarão impedi-los de entrar no território até porque já lá têm uma comunidade muçulmana bastante numerosa.

Os EUA também os vão receber. Quem está a por mais entraves tenho ideia que é o Canadá que fala pouco mas quando fala faz-se ouvir e portanto tendo todos estes vectores em consideração, eu sou contra esta vaga de Refugiados porque em primeiro lugar o problema diplomático deveria ter sido resolvido em sede própria e em segundo porque a Economia europeia ainda está bastante frágil para lidar com esta situação e com as suas consequências imediatas como sejam a Saúde e o Desemprego/ Inserção dos Refugiados mas veremos no que isto dá.

A minha convicção diz-me que quanto mais sólidos forem os nossos valores cristãos e morais, mais armas temos para combater uma provável islamização.

Este post não é suportado por artigos como vem sendo normal, tem por base somente a minha análise e a minha opinião sobre os factos.

Luisa Vaz

Regresso

Após três meses de ausência e não só porque eu gosto de escrever mas porque houve quem manifestasse saudades das Opiniões da Lu, eis que estou de volta a este espaço e ao vosso convívio com todo o gosto e muito agradecida por me lerem com tanta atenção e interesse.

Nestes três meses que passaram, os factos mais relevantes prenderam-se, a nível internacional, com a crise dos Refugiados e a nível nacional,com o lançamento das campanhas para as Legislativas e toda a parafernália de informação que daí advém.

No primeiro caso e apesar de ter uma opinião formada, optei por deixar assentar a poeira para formalmente me expressar sobre o tema e no segundo, como há muito (demasiado) ruído nestas alturas, resolvi aplicar o mesmo critério para agora, de posse de todos os dados, poder dar-vos a conhecer a minha Opinião.

Consegue-se entender que estes serão os temas a que me dirigirei hoje sendo que o da campanha está intimamente ligado ao funcionamento dos Partidos e às listas para Deputados que também irão ser alvo de algumas considerações.

Agradeço a todos os que me seguem o apoio, o incentivo e a força que me dão para continuar com este projecto e portanto despeço-me com Carinho e Amizade até ao próximo post que sai dentro de minutos.

Bem hajam!

Some say it´s a T(r)AP

Mas eu não acredito. Não só me deixa contente que este Governo avance com as propostas eleitorais (que aliás deveriam ser assim designadas deixando cair a forma “promessas”) como enquanto cidadã me apraz que o Estado encontre finalmente o seu lugar e abandone sectores estratégicos que devem estar nas mãos dos privados pois é a eles e não ao Estado que cabe a dinamização da Economia.

Muitas foram as vozes, não tantas felizmente quanto as favoráveis, que se insurgiram contra o avanço do processo de privatização. Neste artigo vou deixar a biografia de David Neelman, o perfil do português que está envolvido no consórcio, Humberto Pedrosa e um artigo d´O Insurgente quanto à verdade dos números de que todos falam mas que muito poucos de facto conhecem.

É fácil criticar um Executivo que abandona uma “companhia de bandeira” como a TAP que mantém a simpática quantidade de 10.8 mil trabalhadores mais administradores nomeados e sindicatos. Um verdadeiro festim para os amantes do Antigo Regime. O mais engraçado é que a grande maioria das pessoas se esquece que estes monstros encontram a sua continuidade no facto de estes terem sido em tempos nacionalizados. E são muitos os exemplos: TAP, REFER, Carris, ENVC, RTP e tantos outros. Como é possível que pessoas que se queixam de não haver dinheiro para a Saúde, para a Justiça e para a Educação, por exemplo, sejam capazes de estar contra as privatizações? Mas acaso as pessoas pensam que há algum filão de ouro inesgotável que sustenta ad eternum a República?

Como é que as pessoas se podem insurgir contra os políticos, e com razão, e não tratam com a mesma isenção estes casos? Não são todos trabalhadores do Estado? Será que o que assusta a maioria das pessoas é a ideia de que pelo menos 50 mil pessoas vão ter que ir trabalhar finalmente? Será que as assusta saber que os seus filhos e netos já não encontraram assento num qualquer lugar de uma qualquer destas estruturas podendo passar a vida a gozar de regalias sem fazer nenhum?

É de facto assustadora não só a forma como a Oposição portuguesa encara estes momentos tão importantes da liberalização da economia, e sabendo que a grande maioria das pessoas ou não viaja porque não tem posses ou viaja em companhias low cost, como é assustadora a forma como os cidadãos não têm consciência e insistem em manter o status quo que tanto criticam noutras esferas. Hipocrisia ignorância ou ambas?

O que vale é que este Executivo está determinado em mudar o paradigma e tem desenvolvido enormes esforços nesse sentido. Espero que se ganharmos em Outubro, que a senda de privatizações continue e se retire de uma vez o Estado de lugares onde ele não deve estar.

Privatizar não significa só retirar despesa do Estado e portanto de cima de todos nós. Significa também dinamizar a Economia, dotar os trabalhadores de critérios de competência e exigência que só o sector privado é capaz de aplicar, cumprir os critérios de livre iniciativa e de mercado exigidos pela União Europeia e que é um pressuposto de todos os países desenvolvidos, permitir que se gere riqueza, que se paguem impostos e que o dinheiro dos contribuintes seja aplicado em sectores onde de facto este deve ser aplicado e não em sectores que pertencem à livre iniciativa privada.

Retirar este carácter egocentrista e ditatorial do Estado português vai permitir que estejamos mais aptos a receber Investimento Directo Estrangeiro (IDE) que nos tornemos mais apelativos, mais credíveis e mais competitivos face ao cenário internacional e que possamos afirmar a nossa posição de centralidade face aos PALOP e ao nosso perfil marítimo.

Outra coisa que me faz confusão na forma como tanto a Oposição portuguesa quanto algumas pessoas encaram esta situação – e as vindouras – é o facto de quando confrontadas com casos de sucesso como o Inglês, o Suíço, o Espanhol e tantos outros, remetem-se ao silêncio e ficam sem argumentos. Então os outros países só nos servem de exemplo quando nos convém? Não deveríamos querer seguir os bons exemplos com que nos presenteiam?

Este caso leva-nos novamente à mesma conclusão: os portugueses continuam a achar que somos uma Nação rica e que “o dinheiro cai das árvores” e portanto podem cortar-se regalias aos políticos mas não se pode cortar ao resto da população independentemente de pertencerem às elites ou não. Será porque a maioria desses contestatários sabe que nunca alcançará um lugar politico e como tal nunca sofrerá com os cortes que pretende impôr?

Elites são elites, nichos de Poder são nichos de Poder e se criticamos uns, temos forçosamente que criticar os outros sob pena de passarmos por ressabiados e não por um povo elucidado e culto.

Não vejo a hora de ver todas as outras empresas do Estado privatizadas. Não vejo a hora de acabar com a porcaria dos sindicatos que só sabem lutar pelos seus próprios interesses esquecendo-se da Nação que os alimenta e sem a qual não existiriam.

A questão é até um pouco mais profunda mas eu vou só tocá-la ao de leve. Uma onda de privatizações vai levar a uma clara definição das funções do Estado e isso por consequência levará a uma revisão profunda da CRP – algo que me é muito grato.

Espero portanto ver no Programa de Governo da Coligação as linhas orientadoras das restantes privatizações e que estas comecem mal se inicie o mandato. Se foi possível controlar o Sindicato dos Pilotos – um dos mais perigosos do País- mais fácil, ou menos difícil será controlar os outros. Que esta onda reformista não pare pois nós precisamos de um País livre e concorrencial onde os trabalhadores sejam todos tratados da mesma forma com as mesmas exigências e regalias. Não podem haver portugueses de primeira e de segunda com tem sido até à data.

Peço desculpa por tão tardiamente me estar a dirigir a este tema mas não me foi possível fazê-lo antes.

Aqui ficam os artigos que me serviram de base e que pretendem esclarecer mais sobre este tema:

http://oglobo.globo.com/economia/negocios/david-neeleman-o-novo-dono-da-tap-16411590

http://www.noticiasaominuto.com/economia/405299/saiba-o-que-promete-o-novo-dono-da-tap

http://oinsurgente.org/2015/06/12/faq-sobre-a-tap/

As voltas da 2a Circular

Estou novamente de volta ao vosso convívio e se calhar este não é um tema que seja interessante para a maioria de vocês mas como devem compreender, teria que me dirigir a ele mais cedo ou mais tarde.

Optei pelo mais tarde para ter a certeza de como tudo se tinha passado pois no futebol como na politica, devemos sempre guardar algum distanciamento.

Como é do conhecimento de todos, sou Benfiquista de coração. Posto isto, ontem disseram-me que JJ tinha assinado pelo Sporting Clube de Portugal. Sempre foi um clube que me foi indiferente e só lhe ganhei alguma cisma quando em determinado momento da História resolveu que também ele era anti-Benfiquista.

Bem sei que JJ veio do Braga para o Benfica e que as transferências dos Júniores ou de clubes que não os ditos “grandes” são mais fáceis de “engolir” e esta admito que me custou a digerir.

É do conhecimento público que JJ não domina o Português quanto mais outra língua qualquer mas..o Sporting? Na mesma cidade e do outro lado da rua? Ao longo de 6 anos contestei as suas escolhas muitas vezes, insultei a sua teimosia outras tantas e cheguei a dizer que já deveria ter saído da Luz. No entanto, e com todas as suas boçalidades, o senhor lá foi resistindo e apesar de não saber falar não nos podemos esquecer que em 6 anos e com jogadores importantes a sair todos os anos conquistou para o Glorioso:

Jorge Jesus (6 épocas. 09/15): 10 TÍTULOS!
3 Campeonatos
1 Taça de Portugal
5 Taças da Liga
1 Supertaça
Deu-nos jogadores como Matic, Witzel, Tóto Salvio, Gaitan, Maxi e tantos outros. Não podemos por isso agora tirar a imagem dele da foto de Bi-Campeão nem podemos desprestigiar tudo o que fez pelo clube. Isso seria demonstrar mesquinhez e não estar à altura do que é Ser Benfiquista. Não contava que Luis Filipe Vieira o deixasse sair e se saísse sempre pensei que fosse para o estrangeiro mas só temos que lhe agradecer e desejar boa sorte para o futuro.
Do lado do Sporting, não suporto a arrogância infantil do Presidente e não sei onde vai buscar dinheiro para paga a JJ mas isso também não é um problema meu.
Entre dois clubes que coabitavam com civilidade, Bruno de Carvalho abriu uma guerra de proporções épicas, criou mal-estar e mau-ambiente. Havia necessidade?
Dos nomes em cima da mesa, o de Rui Vitória é o que mais me agrada mas aguardemos. Estou certa de que mais uma vez Luis Filipe Vieira zelará pelos interesses do Glorioso e fará a melhor escolha possível.
Vamos por isso aguardar com serenidade e sem retaliações, sem impedir ninguém de entrar no Estádio, sem retirar ninguém das fotos, honrando o nosso Passado mais e menos recente, o nosso Presente e trabalhando para o Futuro à Benfica.
Carrega Glorioso #rumoao35!

TAP – Interesses nacionais vs interesses particulares

Não era para me dirigir a este assunto e o video que me vai servir de base já me tinha passado pelas mãos mas depois de o abrir não conseguiria deixar de o comentar.

Assisti com toda a atenção e chego a duas conclusões: o crime neste País pratica-se às claras e sem medo nenhum e por outro lado, quanto mais demorar a revisão da CRP mais nós estamos sujeitos a estas chantagens.

O que tem uma coisa a ver com a outra? Lá vem ela outra vez com a CRP..deve ser trauma…Sim, sou traumatizada por ter que obedecer a um documento que não me respeita enquanto cidadã, que preconiza a coexistência de dois mundos distintos e que acicata as diferenças.

Mas o que tem a CRP a ver com a TAP? Tem tudo, digo eu. Lá vem escrito e de forma perfeitamente perceptível que é por ela reconhecida a existência da figura dos sindicatos logo é através dela que eles encontram legalidade para as suas acções de terrorismo e no caso da TAP isso é escandaloso.

Mas por que é que precisamos de uma companhia aérea de bandeira? Precisamos como precisávamos dos ENVC? Ou da Carris ou da CP? Não, não precisamos de quem nos queira roubar legalmente, de empresas que enquanto são públicas só dão despesa e só começam a funcionar quando são privatizadas. Não precisamos que as Empresas Públicas sejam albergues de gente que acumula funções e benefícios decorrentes mas que nada de produtivo faz pelo País.

Ao ouvir esta reportagem que aqui partilho convosco sou assombrada por sentimentos de incredulidade, raiva, espanto entre outros tantos.

Então o Lino da Silva é Comandante da TAP, não é sindicalizado mas nos tempos livres é Paulo Rodrigues, Economista, Engenheiro com um MBA e consultor do Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil? Mas alguém me explica isto? Mas alguém me explica como é que uma greve “rende” ao individuo 170 mil euros? Mas alguém me explica como é que são cometidos crimes económicos, como o pagamento de verbas ao dito senhor, directamente do cofre do Sindicato tendo a Secretária que detinha os códigos sido coagida a dá-los? Mas o que é isto?!

E o Primeiro-Ministro, o Ministro da Economia, o Vice-Primeiro-Ministro, o Presidente da República e os colegas não pertencentes aquele sindicato manifestam-se e PEDEM para que a greve seja desconvocada em vez de mandarem prender esse individuo por crime de lesa pátria? Eu sei que insisto muito nesta figura mas é assim que se chama o crime que ele comete.

Como é que a Direcção do Sindicato ainda não o demitiu? Como é que os sindicalizados ainda não pediram a cabeça da Direcção do Sindicato e deste fulano?

Diz-se na peça a dada altura que: ” (…) o consultor se desvincula do sindicato e volta sempre que a Privatização está em cima da mesa”. Mas quem é ele para nos sujeitar e nos fazer reféns da sua vontade?!

Mas a que propósito é que um sindicato que representa apenas alguns dos pilotos da TAP se pode dar ao luxo de nos pressionar e nos tratar como se fossemos marionetas? Seguindo esse raciocínio, se o mesmo sindicato apresenta uma adesão de 70% à greve, isso no fundo traduz-se em quê? 50 pilotos recusaram-se a pagar as quotas para pagar ao assessor e Foram Expulsos do Sindicato?! Como?!!

É claro que estava no programa eleitoral da lista vencedora que iam trabalhar com este senhor mas estava lá escrito que seriam os associados a pagar o seu salário milionário?

Até quando é que a Máfia vai reinar? Até quando é que as pessoas vão ser ignorantes e continuar a desperdiçar o seu direito de voto? Até quando é que vamos ficar reféns deste criminoso? Até quando é que vamos desesperar pela privatização ou pela declaração de falência deste cancro? Se este mesmo senhor afirmou em 2008 que a TAP estava falida, onde vão em 2015 buscar o dinheiro para lhe pagar os honorários milionários?

Tantas perguntas e para já tão poucas respostas..mas a empresa não parou, os pilotos foram responsáveis, mesmo aqueles que inicialmente aderiram à greve a meio voltaram ao trabalho e apesar de se terem gabado que “já tinham feito o País perder 30 milhões de euros” a meio do período de greve, a segunda não foi convocada e a careca desta administração começa a ficar à mostra.

Esperemos que se o PPD/PSD ganhar em Outubro em breve se possam dedicar cabalmente a esta matéria e possamos não chegar a 2017 sem este problema resolvido. A TAP não é uma má empresa, os seus funcionários não são maus funcionários e eu não advogo o despedimento de ninguém mas não podemos andar a manter empresas na esfera pública para elas andarem a sustentar meia-dúzia de criminosos. Já chega! Privatize-se e encarcerem-se os criminosos de uma vez!

Aqui vos deixo o video que me serviu de base: http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=825288&tm=6&layout=122&visual=61