Critérios jornalísticos ou manipulação da informação?

Já há muitos anos que não vejo noticiários na Televisão e desde que surgiram as redes sociais que não leio jornais. Sigo alguns na rede e consulto mais uns quantos títulos – que eu considero credíveis – online e é aí que busco a informação quotidiana.

No entanto, já há algum tempo que O Observador me tem cativado e merece portanto o meu respeito enquanto fonte de informação.

Porque é que uma pessoa como eu, que gosta de andar informada e de ter opiniões fundamentadas sobre tudo não pára, como a maioria dos seus concidadãos, às 20h para ver os blocos noticiosos?

Ora bem, isso acontece por duas razões. A saber, já há muitos anos que tenho consciência que a informação em Portugal é vilmente manipulada e que os telejornais e os comentadores que estes apresentam mais não fazem do que auto-promoverem-se e ao seu discurso (que eu enquadro não raras vezes no especto do crime de lesa pátria). Ora como eu não gosto que me passem atestados de ignorância (que eu ainda por cima pago através da taxa do audiovisual) opto por não ver.

Neste caso, e visto que o berreiro por causa da carreira contributiva do nosso PM ainda não acabou, como é dito, e bem, no artigo comparativo das falhas fiscais de Pedro Passos Coelho e António Costa, se ambos falharam e ambos o fizeram antes de assumirem o cargo que agora ocupam, sendo que um é PM e o outro ambiciona ser, então porque é que não são tratados por igual pelos nossos meios de comunicação?

Analisem a grelha que vem no artigo e vejam a disparidade de tratamento. Será que o detentor da pasta tem mais obrigatoriedade de seriedade do que aquele que sonha um dia poder suceder-lhe? Não devemos exigir o mesmo tratamento dos meios de comunicação? Não deveriam ser isentos e tentar somente transmitir a informação em vez de se substituírem, como fazem, ao livre-arbítrio tendo-se como opinion-makers quando não têm qualificações para tal?

Não estará na hora, sendo que em Portugal a maioria dos telespectadores possui televisão por cabo e portanto mais alternativas do que quem está condicionado à TDT, de os cidadãos serem mais exigentes para com os blocos noticiosos que nos invadem “à hora certa” e nos dizem o que querem, como querem sem qualquer respeito por nada nem ninguém que não pelas audiências?

Eu acho que está na hora de se acabar com a histeria em volta desta matéria e de voltarmos à nossa vida. Ainda não saímos da zona de risco financeiro, lembram-se? Ainda há muito trabalho para fazer até nos podermos considerar livres deste pesadelo.

Vamos lá voltar aos nossos afazeres e deixarmos de dar audiência a quem não quer mais nada do que o Poder pelo Poder e a desestabilização do País.

http://oinsurgente.org/2015/03/07/resumo-dos-casos-recentes-envolvendo-passos-e-costa/

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