Os “presidenciáveis” são-no por mérito ou por sugestão?

Ora bem….Quem me segue no Face sabe que já por várias vezes tenho afirmado que em 2016 só um candidato terá o meu voto, Pedro Santana Lopes e mais ninguém.

Ao ler esta notícia e sabendo que o Prof “Martelo”, pese embora o respeite pelo seu percurso, teve que saber que o Dr. Pedro Passos Coelho rejeitava liminarmente o seu nome para as próximas Presidenciais para tentar deixar de fazer campanha, só posso ficar abismada com semelhante desfaçatez e ataque à pessoa de Pedro Santana Lopes que apesar de ainda não ter assumido nada, já foi alvo de várias manifestações de apoio e apreço face a uma eventual candidatura.
Ao apontar a Dr.ª. Manuela Ferreira Leite como “presidenciável”, o Prof. Marcelo não só está, a meu ver, a gozar com todos nós, como está a tentar fazer tremer Pedro Santana Lopes.
Seremos um povo de curta e má memória se não nos lembrarmos da perseguição que não só a nossa Comunicação Social como a dita “ala cavaquista” do PPD/PSD na pessoa de Manuela Ferreira Leite fizeram a Pedro Santana Lopes num momento em que ele, a pedido e não por vontade própria, assumia as rédeas do País depois de a própria Manuela Ferreira Leite o ter rejeitado aquando da saída de José Manuel Durão Barroso para Bruxelas.
Aproveito para desmistificar esse facto que deu lugar a um dos maiores golpes palacianos de que há memória na História da Democracia Portuguesa. Vamos lá do principio e devagar para que todos possam seguir: corria o ano de 2002, decorria o 2º mandato de A. Guterres à frente do Governo de Portugal depois de um primeiro mandato já desastroso. Depois de umas eleições autárquicas com resultados péssimos para o PS, A. Guterres em comunicado afirma já não ter condições para continuar no cargo e apresenta a demissão. Lembro-me bem deste episódio porque ele para mim teve mais relevância do que a vitória do PPD/PSD nas ditas eleições.
 Dessas eleições governativas sai vitorioso o PPD/PSD sendo Durão Barroso convidado a formar governo. Assim acontece enquanto na Europa se preparavam as eleições para a Comissão Europeia. No inicio desse processo, Durão Barroso ocupava um modesto 33º lugar na lista dos potenciais candidatos. O tempo vai passando, Durão Barroso como Primeiro-Ministro vai repetindo nas suas intervenções que “o País está de tanga”. Entretanto, Durão Barroso é convidado para se candidatar a Presidente da Comissão Europeia, acto eleitoral que acaba por ganhar em Junho de 2004. Cerca de dois anos portanto depois de ser eleito em escrutino interno.
Assim que o seu nome começa a ser falado, Durão Barroso inicia conversações com o Presidente da República, à época Jorge Sampaio, que lhe garante a estabilidade democrática afirmando não serem necessárias novas eleições legislativas dando-lhe liberdade para escolher o seu sucessor que continuaria o mandato até ao fim. Depois de algumas investidas e de algumas recusas – de entre as quais a de Manuela Ferreira Leite – a escolha recai em Pedro Santana Lopes que apesar de preferir legitimar a sua eleição através de voto popular – Pedro Santana Lopes é, a meu ver, o herdeiro do legado de Francisco Sá Carneiro – acaba por aceitar a nomeação para o cargo. O cumprimento do Programa de Governo fica portanto assegurado e legitimado pelo Presidente da República em funções. Torna-se assim fácil perceber que Durão Barroso, ao contrário do que tinha feito A. Guterres dois anos antes, não fugiu do País nem abandonou “o barco”.
O mandato de Pedro Santana Lopes dura 100 dias, tantos quantos o de Maria de Lurdes Pintassilgo. A única mulher a alguma vez ter exercido um cargo de Poder em Portugal. Cito-a por ser mulher e pela similaridade dos casos, não porque nutra pela sua memória alguma simpatia mas tem que ser mencionada. Pedro Santana Lopes não era nem é incompetente, contra ele sim, foi feita uma cabala que visava destruí-lo e se de um lado gritavam os ódios que grassavam no seio do PPD/PSD por outro, Jorge Sampaio e o Partido Socialista iam abrindo alas para o surgimento apoteótico de D. Pinocrates. Lembro-me que na época, Manuela Ferreira Leite, agora potencias “presidenciável” nas palavras do Prof. Marcelo era uma das mais ferozes opositoras de Pedro Santana Lopes e recusou-se a servir a Pátria quando foi chamada. Não é por isso, para mim, nem hoje nem nunca uma candidata que mereça um segundo da minha reflexão. Antes um Presidente da Republica “bon vivant” e “playboy” que uma senhora que destila fel por todos os poros.
Aproveito este post para deixar claro que eu acho que na Politica devemos funcionar um pouco como as Amizades. Defende-los sempre e a qualquer custo e criticas, se as houver, devem ser feitas no recato, em sede própria e junto de quem de direito. Eu não considero mais democrata do que eu uma pessoa que critica os seus lideres sem qualquer pudor em praça pública, isso a mim demonstra-me que a pessoa precisa de protagonismo a qualquer preço e confunde dois conceitos: liberdade com libertinagem e frontalidade com mesquinhice.
Não podia portanto deixar de aproveitar esta oportunidade para esclarecer este episódio da nossa Historia Recente que é tão confuso para alguns, manifestar e reiterar o meu apreço por Pedro Santana Lopes e justificar porque é que outro candidato da minha esfera politica não teria o meu voto.
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