Sistemas de Governo – as consequências das opções dos vários povos

Vale a pena ler este artigo. Da mesma forma que vale a pena repensarmos os paradigmas e analisarmos o curso da História.

Não nos podemos esquecer que os períodos históricos não são estanques e que para alem de intimamente ligados, retornam, daí que não seja nenhum erro afirmar que “a História é cíclica“.
E porque é que este fenómeno acontece? Porque é que a História é cíclica? Eu, que pertenço à ala liberal da social-democracia, que acho que “Menos Estado é mais Estado” tenho sérias dificuldades em perceber como é que as pessoas optam por correntes ideológicas como o socialismo ou o comunismo principalmente quando a sua implementação já causou tanto sofrimento e já deu tantas provas de incapacidade de ser levado à pratica.
No fundo, e se nos limitarmos só aos regimes políticos, há três por que podemos optar: Social-Democracia, Socialismo e Comunismo. Esta será a base, depois temos as variantes de cada um dos regimes e as extremas, tanto a direita como a esquerda. No seu âmago, são iguais. O que distingue, para mim, a extrema-direita da extrema-esquerda? O simples facto de a primeira ser de cariz católico e conservador e a segunda ter por base o ateísmo e ser liberal. Liberal ate certo ponto porque quando falamos de regimes totalitários e unificantes o peso da liberdade perde-se com o tempo.
Demonstrei o meu posicionamento apenas para demonstrar o meu raciocínio: a social-democracia está intimamente ligada ao Capitalismo e à iniciativa privada ao passo que o Socialismo está mais ligado à aglutinação através dos grandes grupos económicos e à presença do Estado em todos os sectores de actividade. Já o comunismo tem por base a nacionalização dos recursos e do tecido empresarial e a total presença do Estado em todos os meios de produção e na regulação da sociedade.
É assim fácil perceber que a Social-Democracia incentiva a criação de empresas e a geração de riqueza sendo possível que os cidadãos atinjam um nível de vida e tenham mais oportunidades do que em qualquer um dos outros regimes. Já no caso do Socialismo – que pode não ser tão gritante no papel mas os exemplos práticos da sua interpretação provam que sim – através de uma forte intervenção estatal e de uma desresponsabilização do individuo,seja através da aposta da alta taxa de empregabilidade na Função Publica (que todos pagamos) ou da subsidio-dependência também muito característica neste tipo de regimes, o despesismos com obras publicas e com o pagamento de prestações sociais muitas delas desnecessárias se se apostasse na iniciativa privada e na criação de emprego, leva não raras vezes a episódios de falência dos Estados soberanos.
Ora o ciclo normalmente assume a forma de: despesismo socialistabancarrotarecuperação social-democrata – austeridade e novamente quando volta a haver dinheiro é possível aliciar as populações com promessas impossíveis de serem cumpridas e os grandes grupos económicos com favorecimentos.
No meio deste ciclo, há lugar para o surgimento dos Movimentos Nacionalistas que cansados deste Ping-Pong optam por uma abordagem mais fechada das sociedades onde vão ganhando projecção tentando manter os valores de base de um Estado soberano. Quando as populações estão depauperadas financeiramente e a nível de dignidade, acabam por se deixar levar por estes discursos “nacionalistas” achando que estão a defender a sua honra e o seu Pais.
Normalmente é nesta fase que se dão os conflitos que degeneram em guerras. Foi este o percurso em 1914, em 1939 e pode sê-lo novamente em breve se não se desmistificar o perigo destes Movimentos pela desagregação que preconizam. Não é somente porque os regimes totalitários são normalmente originários da extrema-direita que a extrema-esquerda é menos perigosa.
Não fosse a Grécia estar – e daí também os resultados – na dependência financeira do exterior em que se encontra –  o Szyriza provavelmente não tinha obtido aquele resultado nas eleições de Janeiro mas também por isso e por haverem compromissos internacionais que têm obrigatoriamente que ser cumpridos, a sua postura discursiva está a ser desmascarada e não só os gregos como todos os outros cidadãos em cujos Países subsistem Partidos de tendência extremista ou nacionalista, podem a tempo de terem eleições nos seus próprios Países, aperceber-se que esta viragem não só é perigosa como desnecessária pois se estas formas de Governo tivessem algum tipo de possibilidades de sucesso, isso já teria sido demonstrado no século passado.
Não há milagres, o que tem que haver é responsabilização dos titulares de cargos públicos e políticos, transparência, decência na governação e combate à corrupção com leis duras e exemplares. Isso sim, pode ajudar a mudar o curso da Historia de forma deveras positiva e construtiva.
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