Sondagens – Verdade e Consequência

Este é o tema que para já merece umas palavras da minha parte. Se é apenas mais uma sondagem, e saem tantas, porque é que esta me merece algum destaque?

Isso acontece por um motivo simples e para que melhor acompanhem o meu raciocínio, peço-vos que recuem um pouco no tempo, cerca de 4 anos será suficiente.

Se bem se lembram, há quatro anos atrás, no principio as sondagens davam a vitória ao PS. À medida que o tempo foi passando, os dois Partidos foram-se aproximando até que contados os votos, a vitória ficou do lado da coligação PSD/CDS.

Recordo-me que antes deste caso esta situação já tinha surgido mas não consigo precisar quando e por isso fico-me por este exemplo.

O que se tira daqui? Na minha opinião, duas conclusões. A saber: a imprensa portuguesa tem uma clara dificuldade em atribuir uma vitória à direita tentado sempre passar a ideia de que a vitória se encontrará do lado do PS e em segundo lugar, que quando essa vitória se torna manifestamente impossível de esconder, eles “atiram” com a possibilidade “impossível” de um empate técnico.

Vamos ser sérios, este cenário é impossível num País com as características do nosso. E mais, que sondagens são estas, que veracidade têm, em que públicos se focam? Faço estas perguntas porque já tenho 40 anos e nunca fui, nem ninguém que eu conheça, contactada para nenhuma sondagem desta natureza.

Não posso deixar de fazer menção a outra coisa que já há muito tempo me faz confusão. Eu já disse publicamente que o PSD precisa de uma “limpeza profunda” a nível interno mas será que dentro do Partido o sentimento também é este? Será que o Partido não confia nos seus “assetts”? Com resultados melhores ou piores, o PS apresenta-se sempre a eleições sozinho. Até pode colocar a hipótese pós-eleitoral de coligação mas vai a votos sozinho, sabe exactamente e em cada momento eleitoral qual é o seu peso junto do eleitorado.

O PPD/PSD não. Ao aparecer coligado nos vários momentos eleitorais, não sabe qual é o seu peso, descarta à partida o cenário de maioria absoluta, limita-se à partida aos votos do CDS/PP.

Embora eu considere que o CDS/PP é uma mais-valia governativa pelos excelentes quadros que têm, acho que ainda por cima depois de um mandato com as condicionantes especiais que este apresentou e com a agenda governativa que o PPD/PSD apresentou e que deve apresentar novamente para complementar as reformas tão necessárias mas que devem ser mais profundas para que possamos renovar o País, este era o momento de “medir o pulso” aos eleitores, de conquistar os indecisos e os desavindos com a Politica mostrando que é possível fazer mais e melhor.

Era, a meu ver o momento de procurar uma Maioria Absoluta tendo por base o trabalho, a competência, a transparência e as dificuldades que estoicamente enfrentamos e cujos resultados agora começam a aparecer. É à força e à coragem de Pedro Passos Coelho que devemos o sucesso do Programa da Troika, a ele e ao esforço e empenho dos portugueses.

Volto a dizer, apesar de tudo, eu continuo a não acreditar em sondagens, sejam elas boas ou más para o PPD/PSD mas esta em particular, mereceu-me estas linhas.

http://sicnoticias.sapo.pt/pais/2015-02-27-Empate-tecnico-entre-PS-e-coligacao-PSD-CDS

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