Uma postura responsável de Pires de Lima

Devo começar por dizer que abominei a atitude de Paulo Portas e o seu “irrevogável” que levou a que Pires de Lima assumisse a pasta da Economia – uma pérola que o CDS/PP sempre quis reivindicar – tirando o lugar a Álvaro Santos Pereira que estava a desempenhar um trabalho muito meritório e estava a conseguir lutar contra os lobbies e ajudar a que algumas das Reformas que este Governo implementou realmente pudessem ser levadas a cabo. Álvaro Santos Pereira tinha o conhecimento académico da economia portuguesa e não tinha perfil politico, o que fazia dele o titular ideal para esta pasta.

Do que tenho visto, Pires de Lima não tem sido arrojado na pasta da Economia, tem ate seguido muito a linha de Álvaro Santos Pereira – alias a única possível para o contexto português – na minha opinião.
 É claro que a entrada do H2020 e a dinamização que se espera traga para a Economia Portuguesa será uma mais-valia para o MEC mas da qual, no fundo, todos beneficiaremos.
Feita esta introdução e reportando-me à noticia em analise, esta é uma das poucas vezes em que concordo com Pires de Lima.
Quando Pedro Passos Coelho se apresenta a eleições em 2011, depois de o PSD ter enviado alguns elementos para negociar as medidas com a Troika, para além de ter criado um Programa de Governo que ia para além das medidas, fê.lo à medida das dificuldades que o País atravessava. Também afirmou na altura que o Programa de Governo tinha a duração de 8 anos e tal é perfeitamente compreensível, se uma Legislatura era para implementar as medidas da Troika e a segunda para consolidar as Reformas e iniciar mais algumas que só poderiam ter lugar depois de a Economia ter encontrado o rumo do crescimento.
A forma responsável como Pires de Lima demonstra o que entende ser a postura responsável dos nossos Governantes, vem no sentido de tentar modificar o status quo não só da classe mas também da população que cai muitas vezes na falácia de achar que todas as promessas que os políticos fazem são para cumprir e que Portugal é um país rico capaz de oferecer altos salários e regalias sem olhar a quem.
 Portugal tem que apostar nas suas mais-valias e deixar de encarar o mercado interno como única fonte geradora de riqueza. Isso causa, como causou um atrofio da economia e não permite que esta cresça de forma livre e concorrencial como deveria.
Ao repudiar a postura irresponsável de quem acha normal termos entrado na 3a bancarrota em 37 anos, Pires de Lima está a marcar a diferença deste Executivo para os anteriores.
O ultimo paragrafo desta peça expressa bem a forma como eu própria me posiciono nesta matéria e dai que o vá reproduzir aqui na integra: “Na conclusão da sua intervenção, o ministro da Economia acentuou ainda que “a dimensão dos estadistas observa-se pela capacidade que os governos têm para fazer aquilo que é necessário, não para ganhar a próxima eleição, mas para assegurar o futuro de uma nação”.
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