Aos poucos o mito cai por terra.

Mesmo que não quisesse, era obrigada a dirigir-me novamente a este assunto.

Já aqui e noutros lados me ouviram dizer que gostei que o Syriza tivesse ganho as eleições na Grécia e tal acontece por dois motivos: em primeiro lugar porque foi sinónimo de Democracia e Liberdade e estes conceitos tornam-se chavões quando não correspondem às nossas escolhas ou permitem escolhas com as quais não concordamos. Em segundo lugar, para mim tratava-se de um desastre iminente e como tal ia resultar no enfraquecimento, e quem sabe desaparecimento, de todas as forças posicionadas no espectro das extremas, seja direita ou esquerda.

Uma das noticias que hoje aqui vos deixo demonstra isso mesmo. O Podemos tem perdido força em Espanha pós-eleições gregas. Há quem diga que é pelas intrigas ou pelos casos em que os seus dirigentes se viram envolvidos – mas alguém em sã consciência achou que eles eram santos ? – há também quem diga que se deve há pouca cobertura dos media e há quem “ponha o dedo na ferida” e afirme que se deve ao facto de não terem uma linha programática e de ainda não terem sequer apresentado um esboço de Programa de Governo.

Mas então isto acontece porquê? É muito simples, porque as extremas se baseiam em ódios fidigais para os quais tentam encontrar adeptos e porque apresentam “uma mão cheia de nada e outra de coisa nenhuma” na expectativa de fazerem as pessoas sonhar com uma Revolução e um corte radical com o Modus Operandi da Politica Interna e Externa mas sem terem a mínima ideia de como isso se pode fazer. Até porque estão habituados a protestar sobre causas fracturantes mas nunca ninguém lhes explicou que chegaria o momento em que teriam que apresentar alternativas para além do sistemático “bota abaixo”.

Não raras vezes, essas alternativas surgem num documento chamado Programa de Governo que os cidadãos sufragam em actos criados especificamente para o efeito. Bem-vindos ao Mundo dos Adultos, meninos!

A segunda peça que escolhi, trata-se de um artigo d´O Observador que é uma entrevista a um Professor universitário grego, politicamente posicionado à esquerda mas que desmistifica de forma clara não só os pressupostos do Syriza, como as suas falácias negociais e as suas lacunas politicas explicando de forma simples porque é que o que defendem é impraticável.

Este senhor traça cenários perfeitamente exequíveis aos quais todos devemos estar atentos e uma vez que nessa entrevista também se desmistifica o primeiro caso que aqui abordo, deixo-vos com a leitura para que se mantenham a par do que se passa “no Mundo lá fora”.

Boa leitura!

http://www.periodistadigital.com/politica/partidos-politicos/2015/04/02/podemos-pierde-fuerza-mientras-sus-lideres-se-ocultan-y-la-division-interna-crece.shtml

http://observador.pt/especiais/manos-matsaganis-estrategia-do-governo-grego-tem-sido-ridicula/

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