Blasfémia, gritam uns!

Verdade e planeamento, digo eu.

Acho que nunca nenhum Partido se apresentou a eleições afirmando que: “Governo aprovou planos para a próxima legislatura, prevendo menos 600 milhões de despesa com pensões em 2016. Sobretaxa e salários públicos repostos apenas em 2019. E quer pedir flexibilidade à UE.”

Estas declarações que muitos criticarão, são “música para os meus ouvidos”. Não, não sou masoquista nem quero o empobrecimento do País. Se fossem eleitoralistas e desatassem a oferecer aumentos salariais e baixas de impostos, isso sim deixar-me-ia desconcertada e desconfiada.

Tenho Maria Luís Albuquerque como sendo uma mulher séria e de princípios, em suma, uma pessoa responsável e de carácter vincado. Esta postura e este discurso não me surpreendem portanto e marcam a diferença com a Oposição.

Eu considero muito salutar esta forma de comunicar. Usar a Verdade, ser Transparente, dar a conhecer o real estado das contas públicas e não ter medo que isso lhe custe votos é para mim a forma, a única forma, de se estar na Politica. Isto para mim é competência. Não é porque se aproximam eleições que se muda o rumo, que se mudam as politicas, que se fazem promessas vãs.

Temos que ser sérios e traçar metas realistas. Temos que saber fazer contas e temos que ser honestos.

Esta é mais uma prova de que este Governo sabe o que faz e quando o faz. Custa muito viver em austeridade mas tivesse ela sido aplicada em 1979 e não teríamos tido 1983 e de certeza que não a teríamos em 2011. Mais por um lado, ainda bem que assim foi pois tivemos um Vítor Gaspar e Maria Luís Albuquerque, pessoas com uma tenacidade, uma resiliência e uma postura não-politica que nos irá permitir não ter pesadelos com uma nova bancarrota pelo menos nos próximos 15 anos.

Só 15 anos?! Não, pelo menos 15 anos porque é o tempo que eu conto que o PS esteja afastado do Poder e portanto que eu conto que tenhamos politicas de rigor e anti-despesistas e que nos permitam endireitar as contas do País.

Esta receita da austeridade que muitos criticaram é a única possível para um País que durante 13 dos 16 anos possíveis de desgoverno socialista apostou na loucura faraónica das grandes obras e dos grandes gastos. Das grandes rendas e dos subsídios para tudo e mais qualquer coisa.

Eu sei que vai custar, eu sei que vai ser impopular mas também sei que o esforço vai valer a pena. Que vamos ter uma economia mais forte e sustentada em valores de rigor e verdade e que assim podemos almejar o desenvolvimento e o crescimento. Podemos ambicionar uma economia com excedente orçamental como há muito sonhávamos.

Esta é a melhor altura para se ser social-democrata, é a melhor altura para se acreditar que é possível não só ganhar em Outubro como ambicionar pertencer finalmente aos países europeus de primeira-linha.

É com este discurso que eu sei que posso acreditar no Amanhã.

Aqui fica a noticia que me serve de base a esta análise:

http://observador.pt/2015/04/16/governo-quer-manter-cortes-salariais-chumbados-pelo-tc-no-proximo-ano/

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