Uma carta bem escrita, finalmente.

É com agrado que leio esta carta que o PPD/PSD envia ao PS a solicitar esclarecimentos sobre as matérias constantes na Agenda que servirá de base ao Programa de Governo que irá ser sufragado em Setembro/Outubro próximos.

As questões apresentadas são pertinentes e são uma forma engenhosa e inteligente de encostar o PS “`às cordas” forçando-o a demonstrar o impacto daquelas medidas desmistificando assim o discurso irresponsável de A. Costa. As declarações de Pedro Passos Coelho demonstram a sua preparação para continuar à frente do Governo de Portugal bem como a seriedade e a responsabilidade com que se refere a estas matérias. É refrescante e tranquilizador ouvir este tipo de declarações, é muito bom ouvir falar quem sabe o que diz e do que fala. Basta comparar os discursos de A. Costa e de Pedro Passos Coelho para imediatamente percebermos o que os separa.

Não espero, exactamente por esse motivo que esta carta encontre respostas cabais mas pode ser que me surpreendam. No entanto, e salvo alguns (poucos) acertos semânticos, a carta está bem escrita, as perguntas são bem formuladas, acutilantes e servem o propósito. Estão portanto de parabéns e é com muita satisfação que o assumo.

A par da Agenda do PS, o púbico deveria ter acesso a esta carta para que pudesse ficar mais esclarecido quanto às barbaridades contidas na dita Agenda socialista. A tecnicidade das perguntas revela responsabilidade, conhecimento técnico das matérias em causa e conhecimento prático da realidade do País.

E isto leva-me à segunda parte da minha análise. Precisamente por conter as características que acabo de descrever, como pode a carta ser assinada por Marco António Costa? Se ele não é líder da bancada parlamentar e se não pertence a nenhuma Comissão de Finanças, Tesouro ou similar, como pode ele ter um conhecimento tão profundo das matérias abordadas?

Note-se que eu não considero que ele seja inculto ou que desconheça as matérias mas não percebo porque é que um documento com esta tecnicidade é assinado pelo Coordenador do Partido cuja função é a comunicação com o exterior em vez de ser assinada por Luís Montenegro ou por outro elemento com responsabilidades técnicas do calibre que a análise presente na carta exige. A ser verdade, desconhecia em absoluto que Marco António Costa estivesse tão por dentro do funcionamento do Estado português.

Não estou a fazer nenhuma cabala contra Marco António mas após as declarações de Paulo Vieira da Silva, acho um pouco estranho. Se se tratasse de um comunicado a dar conta do envio da carta, eu entendia perfeitamente agora neste caso admito que fico na dúvida.

Assim, sou obrigada a deixar no ar a questão: terá sido escrita por Luís Montenegro, ou qualquer outro habilitado para o fazer e dada a Marco António para assinar demonstrando assim que as declarações de Paulo Vieira da Silva não macularam a credibilidade de Marco António dentro do Partido?

Gostava de perceber porque se Marco António tem tanta competência técnica, está subaproveitado na Coordenação do Partido, ou seja, na pasta da Comunicação se não tem e lhe estão “a fazer o jeito” algo se passa e eu gostava de perceber o que é.

Enquanto aguardo esclarecimentos que caso me cheguem terei todo o gosto em partilhar convosco, deixo-vos a carta bem como as declarações de Pedro Passos Coelho a respeito da Agenda do PS para que saibam do que falo:

http://www.psd.pt/noticia/550

/http://www.tvi24.iol.pt/videos/propostas-visam-mais-ajudar-o-ps-nas-eleicoes-do-que-o-pais/5537e5210cf29846bc28b4a7/1

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